Divulgação informativa e cultural da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco - Vila Real

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO Dia Internacional da Luz - 16 de maio de 2018






 Neste primeiro Dia Internacional da Luz celebramos o papel que a luz desempenha na vida dos cidadãos do mundo.
Tendo como base o sucesso do Ano Internacional da Luz (2015), esta iniciativa mundial será o mote para continuarmos a celebrar, todos os anos, a luz e o seu papel na ciência, na cultura e nas artes, na educação e no desenvolvimento sustentável.
Dos raios gama às ondas de rádio, o espectro de luz é fonte de conhecimento, do infinitamente distante ao mais próximo, desde a origem do universo às tecnologias que moldaram a nossa sociedade, em áreas tão diversas como a medicina, a agricultura, a energia e a ótica para a proteção do património cultural.
A luz tem tido um impacto bastante significativo nas artes visuais e performativas, na literatura e no pensamento. O estudo da relação entre a luz e a cultura fornece informações valiosas sobre as interações entre a ciência, a arte e a humanidade, assim como permite melhor compreender e apreciar a nossa herança cultural. O estudo da luz pode inspirar os jovens orientarem os seus estudos para áreas científicas e promover o espírito empreendedor.
A luz também pode contribuir para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. O acesso à luz e às infraestruturas do setor da energia pode melhorar a qualidade de vida no mundo em desenvolvimento, enquanto a fibra conecta os cidadãos de todo o mundo, através da Internet. Estas redes contribuem também para a responsabilização em matéria de paz, de justiça e de reforço das instituições judiciais.
A UNESCO orgulha-se de continuar a fortalecer a sua colaboração com a comunidade científica internacional através de um tema tão importante como a luz e a integração deste novo dia internacional no calendário das celebrações da UNESCO vai dar-nos a oportunidade para continuarmos a fazê-lo todos os anos.
Juntos, iluminemos o mundo todos os anos a 16 de maio!
Audrey Azoulay

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Concurso matUTAD - Secundário - 2018


No dia 5 de maio de 2018, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco participou no Concurso matUTAD - Secundário – 2018 com os alunos Daniela Gonçalves e Carlos Dias do 12.ºD, tendo a aluna Daniela Gonçalves obtido o 1.º lugar. O concurso decorreu no Polo I e Polo II da ECT da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com a participação de escolas de Vila Real e de fora do Concelho de Vila Real.

Partilharam-se experiências, alargaram-se conhecimentos e a nossa cidade, e em especial a Escola Secundária Camilo Castelo Branco, foi mais uma vez premiada.

Parabéns a todos os participantes, e em particular à aluna Daniela pelo excelente desempenho demonstrado.

Parabéns à UTAD pela excelente iniciativa e organização.






Professor, Armando Figueiredo

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Amor


Amor

         Aqui estou, desarmada, sem nada para pensar em tudo: é algo indefinido com definição de quatro ou sete letras, capaz de fazer com que o meu ser se erga da maior tristeza com um simples olhar, e entre em queda livre para um precipício de amargura.
         Um desamor é amor da mesma forma, com três letras que fazem a total diferença na interpretação desta palavra, amor, que tanto tem de horrível como de maravilhoso, que traz algo colado a ela, não a larga. Já, na realidade, quem a usa no "modo sete", não tem nada nem ninguém a seu lado… da pessoa a quem a sua alma decidiu dar metade da sua essência. Em troca de quê? Em troca de um sentimento pior que a saudade, pois apesar da ausência permanece aquele alguém: um sentimento vazio, vago, que destrói, mas constrói para situações vindouras, na esperança de se preencher talvez com mais calma e doçura, ou com um muro intransponível de tristeza e insegurança, na tentativa de nunca voltar a despertar em si essa chama que arde sem se ver, como Camões, na tentativa de não magoar.
         Não valerá a pena, no entanto, entregarmo-nos a um outro que cuidará do nosso eu como se fosse uma rosa de cristal que ao mais ligeiro toque parte, ou como um lindo tecido que após algumas utilizações perde a sua vitalidade e é colocado no lixo só porque está desgastado, cansado de ser usado, cansado de ser menosprezado, cansado simplesmente e cruamente cansado? Na verdade, quando alguém que dá valor às coisas mais simples pega no tecido, o costura fazendo com que volte a ficar como dantes, o outro, o incauto, nota que perdeu o melhor que tinha encontrado e agora não há volta atrás: então, simplesmente, vê-se enojado com a torpeza do seu ser.
         Porém, tudo é relativo, não é de maneira alguma igual ao conto de fadas que tínhamos ouvido em crianças, inocentes, iludidas por uma realidade inexistente nesta mísera vida, uma curta passagem em que deveríamos aproveitar todos os dias… amando. O amor não se limita a amar o companheiro, mas também os parceiros de vida: os amigos, os inimigos, os familiares, os animais...
         Assim, não deveríamos pensar nunca devia ter feito isto, pois todas as atitudes que tomamos nos fortalecem, na medida em que foram elas que nos transformaram nas pessoas que somos hoje. É preferível arriscar do que ficar na dúvida e se..., é preferível o fui um otário!, pois aprendemos e sabemos as consequências das nossas ações.
         Em suma, será a paixão ou a ambição de possuir alguém que nos leva a fazer e a pensar o impensável, a sofrer com o contentamento? será possível amar com as quatros letras (viver "no modo quatro"), sentir e vivê-las ao ponto de tratarmos alguém por "amor",  dar metade de nós, de fazer tudo para o saber bem, tudo por amor?...
         Aqui estou eu, a pensar em algo que outros só vivenciaram quando já na ponta do precipício coberto por um nevoeiro tão denso que não deixa ver nem o próprio ser... é preferível atirarmo-nos para o desconhecido pois podemos estar a perder a nossa alma-metade.
         Ao acordarmos dessa queda livre, ou vemos aquele que nos leva onde ninguém nos levou antes, a um lugar com cheiro a flores, que grita o seu amor por nós mesmo que lhe falte a voz, ou vemos aquele que nos vai destroçar porque a nossa queda foi simplesmente um engano...
         É evidente que em tempos mais românticos as pessoas valorizavam o "tecido": mesmo estragado, elas consertavam e não deitavam fora, porque acreditavam no amor, porque acreditavam ser aquela a pessoa dos seus sonhos.
       Será que tu, que melhoras e pioras as vidas dos apaixonados, tu, que complicas e descomplicas tudo, tu, que fazes um eu em função da música que ouve ou rejeita, sabes como descrever-te, como expressar-te sem ferir os outros? Não sei lidar contigo, mas sei que sou mais um brinquedo nas tuas mãos, tal como outros já foram e serão, mas não me consertarás, antes desaparecerei, e nunca mais brincarás levado pelo tempo que não perderei contigo. Apesar de tudo, sem ti não viverei feliz mas na amargura, já que ninguém vive sem ti, amor...

 Juliana Gomes, 11.º G
          

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Dia Internacional do Jazz - 30 de abril de 2018


Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO 



A UNESCO orgulha-se de celebrar, a 30 de abril de 2018, a 7ª edição do Dia Internacional do Jazz. Este é um dia para homenagear o jazz e o seu legado vivo e para reconhecer o poder desta música na aproximação das pessoas.
As raízes do Jazz assentam na luta pela liberdade e na resistência à opressão. 
Esta música, nos seus estilos variados, foi adotada e assimilada em inúmeras culturas, transformando-se em novas formas de expressão, num eco infinito de músicas e sons pelo mundo inteiro. As múltiplas formas através das quais o jazz se inseriu no tecido das culturas locais, nacionais e indígenas são a prova da sua fecundidade e importância. O jazz apelou e continua a apelar a pessoas de todas as línguas e de todas os estratos económicos e políticos, seguindo a sua trajetória original de expressão da liberdade, da dignidade e dos direitos humanos. 
A mensagem de liberdade está enraizada nos genes desta música, que se define pela improvisação. A facilidade com que os músicos se juntam, ouvem, tocam e partilham livremente a sua arte, reflete o espírito dos movimentos de liberdade em todo o mundo. Como diz o grande músico de jazz, Wayne Shorter: "Tanto jazz como na vida, não se pode ensaiar o que ainda não se conhece". O Jazz enfatiza a beleza de viver o momento; a coragem de correr riscos, não apenas consigo mesmo mas também com os outros, de explorar as águas indefinidas e por vezes turvas do possível ou até do que o ser humano ou o coletivo nem sequer conseguem imaginar.  
Hoje, o Dia Internacional do Jazz é celebrado em mais de 190 países. Em todo o mundo, músicos, organizadores de eventos, professores, estudantes e amadores de jazz mobilizam-se através de eventos que vão desde pequenos concertos a festivais de vários dias. Escolas, museus, centros comunitários, universidades, cafés e clubes de jazz organizam diversas atividades. 
Este ano, São Petersburgo acolherá esta celebração mundial. Esta cidade viu nascer o jazz russo, no início dos anos 20, quando o meio universitário e a elite adotaram esta música, levando à criação da primeira filarmónica de Jazz do país.  
Em São Petersburgo, decorrerão oficinas, master classes, exibições de filmes, atuações e concertos com estudantes russos. O grande concerto das estrelas internacionais de jazz reunirá artistas de todo o país, de toda a região e de todo o mundo, criando uma fusão única de música naquele que será, seguramente, um evento memorável, com a participação de lendas como o Embaixador da Boa Vontade da UNESCO, Herbie Hancock e o artista de jazz russo Igor Butman. 
A UNESCO tem a honra de se associar ao Instituto de Jazz Thelonious Monk, na cidade de São Petersburgo e à Fundação Igor Butman para celebrar este Dia Internacional do Jazz. 
Espero que se associem a nós para que, juntos, possamos celebrar este grande dia que marcará o Tempo de uma maior aproximação.

Audrey Azoulay

terça-feira, 24 de abril de 2018

25 de abril





















Ser livre é ser alguém maior.
É ser ave e voar no infinito.
É ser capaz de dar um grito.
É ser sempre uma alma jovem.

Ser igual é ser feliz.
É ser aquilo que quis.
É ser capaz de perceber.
É saber o que posso dizer.

É assim a democracia
Que hoje vivo e sinto.
É assim o meu dia a dia.

É assim que agora te peço
Que os teus olhos se iluminem
Que a Revolução d’Abril dominem.

Alunos do 8.º F

segunda-feira, 23 de abril de 2018

25 de abril


25 DE ABRIL: VALEU A PENA? NÃO… VALE A PENA!

Vale a pena a liberdade.
Vale a pena a igualdade.
Vale a pena a fraternidade.
Vale a pena a solidariedade.
Mas o que que vale mesmo a pena
É a luta pela verdade!


Vale a pena lutar.
Vale a pena conquistar.
Vale a pena acreditar.
Vale a pena não calar.
Mas o que vale mesmo a pena
É saber partilhar.


Vale a pena a paz.
Vale a pena ser capaz.
Vale a pena ser abnegado.
Vale a pena lutar contra o passado.
Mas o que vale mesmo a pena
É o sonho realizado.


Vale a pena valorizar.
Vale a pena o bem comum alcançar.
Vale a pena viver para conquistar.
Vale a pena um sorriso mostrar.
Mas o que vale mesmo a pena
É o 25 de Abril celebrar.

Alunos do 9.º C


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ágora 2018


Racismo


Racismo é a discriminação baseada na ideia de que existem diferentes raças e que umas são superiores às outras. Os apoiantes desta visão defendem a separação dum grupo, segregação racial, ou até mesmo o extermínio de uma raça como aconteceu na Segunda Guerra Mundial.
Embora este exemplo seja talvez o mais chocante, o racismo acontece em todo o lado todos os dias e, como não tem o impacto do exemplo que dei, é frequentemente ignorado por muitos, o que, na minha opinião, é intolerável.
Considero que temos todos os mesmos direitos e não podemos discriminar ninguém pela sua “capa”.

Inês Anjos, nº11, 8ºI

Racismo, uma palavra tão forte e com um significado tão fútil.
Todos os dias, milhares de pessoas sofrem preconceito, por serem negros, muçulmanos, homossexuais ou mesmo por estarem a usar roupas curtas e consideradas menos adequadas, por serem pobres, por defenderem algo em que acreditam como o feminismo, o sexismo ou os direitos iguais para com diferentes etnias.
Por vezes, não nos apercebemos que também somos racistas. Com atitudes, como sair de um lugar só porque alguém “diferente” se sentou ao nosso lado, com gestos, como sentar-se num lugar reservado a deficientes, idosos ou grávidas, com comentários machistas ou homofóbicos, entre outros.
Na minha perspetiva, o racismo é algo intolerável, algo tão fútil, algo tão infantil.
Se fôssemos nós, os considerados “perfeitos” e “superiores”, no lugar destas pobres pessoas, tenho a certeza que nos iríamos sentir tristes, cansados de ser vistos como lixo, envergonhados somente porque ninguém nos consegue aceitar.
Todos somos diferentes, mas somos tão parecidos porque todos temos coração, todos somos criados divinamente para sermos felizes e vivermos em paz e aceitação, com os mesmos direitos e deveres.
Por isso, Humanidade, está na altura de mudarmos e aceitarmos todos, pois temos mais do  que razões, temos o dever de mudar.
Deixo por isso a minha mensagem de esperança:
Mudemos pois: todos diferentes, direitos iguais.

Sofia Batista, 8.º I